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Sindicatos Cutistas de Xanxerê debatem a Reforma Trabalhista na Câmara
Câmara Ter, 07/11/2017 - 15:04

Sindicatos Cutistas de Xanxerê debatem a Reforma Trabalhista na Câmara

Nesta segunda-feira (6), a representante do Coletivo Sindical Cutista de Xanxerê, Andreia Koloscke, usou a Tribuna Popular para falar sobre a Reforma Trabalhista que passa a vigorar a partir de 11 de novembro de 2017.

Iniciou sua fala destacando que o governo diz, junto com a Confederação Nacional da Indústria e o Comércio, que a reforma proposta quer modernizar pois a CLT foi criada na década de 40 e hoje não atende a demanda ou as novas formas de trabalho.

— Dizem que a nova Lei, abre uma segurança jurídica e cooperação, mas o objetivo da reforma não é modernizar, não é criar novos empregos ou valorizar a ação do sindicato. Ao contrário. Ao final deste movimento de destruição de direitos sociais, está a proposição de os trabalhadores não fazerem valer os seus direitos, — afirmou.

Segundo a exposição de Andreia Kolosche aos vereadores, é necessário que haja algum controle por parte do estado no sentido de coibir o reiterado desrespeito às normas que foram conquistadas através de muitas lutas da classe trabalhadora.

— A reforma trabalhista pretende extensão da jornada, cria contratos precários, autoriza a “pejotização” e o pagamento de salário como se fosse indenização. Retira responsabilidades, autoriza terceirização em todas as atividades. Nós já temos até pesquisas onde o terceirizado é o mais precarizado e até acidentado no local do trabalho, — destacou.

Para a representante dos sindicatos, a reforma também fragiliza a atuação sindical ao mesmo tempo em que estimula a realização de acordos retirando direitos garantidos por lei. Segundo ela, a reforma prejudica o trabalhador quanto à sua autonomia.

Além dos direitos a reforma atinge ainda a segurança da justiça. A qual se encontra frente a essa, instável, onerosa e insatisfatória para o trabalhador, o que desestimula os trabalhadores sobre os seus direitos. Destacou ainda o aumento nos horários trabalhados nas mais diversas profissões e a dúvida de quanto irão obter de salário futuramente.

Andreia afirmou que em sua explanação, quis mostrar o que a reforma trás para os trabalhadores. — Esta reforma não vai trazer a segurança jurídica como muitos dizem. Muito pelo contrário, vai trazer insegurança e precarização no local de trabalho. E vai trazer mais desemprego. O trabalhador que não tiver segurança em seu trabalho, não vai poder comprar no comércio de Xanxerê ou na região, — finalizou.

O presidente da Câmara Adriano De Martini por sua vez agradeceu a representante do Coletivo Sindical Cutista de Xanxerê pela apresentação das reflexões, em mudanças previstas para começar a vigorar ainda neste mês.

— A exemplo desta exposição da Andreia, também deixamos a Câmara à disposição para outras entidades e associações que queiram utilizar este espaço público da Tribuna Popular para o debate ou ainda destacar o trabalho realizado, — finalizou Adrianinho.

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